o, a, os, as

A serpente de luzes e faróis
a borracha grelhando no asfalto
as vitrines, pessoas fisgadas em anzóis
as árvores sozinhas na paisagem
as caixas de cimento e vidro
os pássaros assoviam numa velha abordagem

os olhares rasos no elevador
a fúria do relógio veloz
as palavras frias sem sabor
a cidade de sentido criado
o céu de telha cinza breu
o aroma do amor futilizado

o buquê de árvores pra respirar
as pessoas enlatadas ao redor
o transporte público para navegar
o homem que espalha raízes
as raízes que buscam água
a galeria de pessoas felizes

os fragmentos de plástico com crédito
os sentimentos cozidos à vapor
o vale a pena ver de novo inédito
a engrenagem que não para de girar
a ferrugem dos neurônios ociosos
os meus dias que vão no ar

Adriano Yamamoto (26/02/2013)

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