Ausência

retrato-preto-branco
Com areia,
logo se ergue
um redemoinho no quintal
e tudo que ao vento segue
Mas sossegue, não faz mal
o fio que tece a razão
sufoca um amor irreal

Rói aos poucos, faminta
Mesmo que minta
e não sinta mais
Sem sinais, pressinta
o meu olhar, nunca mais

A tua ausência arde
Por uma foto antiga
o coração insensato bate
e não há quem diga
nem linha que arremate
Se debate sem medida

Adriano Yamamoto (2013)

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6 opiniões sobre “Ausência

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