Delírios sextaneses

(Fotografia: Gabriela Sakamoto - Balões - Fonte: Flickr)

(Fotografia: Gabriela Sakamoto – Balões – Fonte: Flickr)

Pela manhã
Abri as mãos e deixei voar
As mãos, a mente
Os dedos pendurados no ar
Querem sempre me invadir em bando
Digo sempre, mas vez em quando
Num quarto, numa sala
Numa dose pra me afogar
Umas gotas de realidade
Pra vida me devorar
Bicho feroz
Que morde a carne, deixa marca
Cospe os restos e então descarta
As palavras vagam perdidas nas ruas
Sempre tão explícitas, seminuas
Se oferecendo a qualquer que passe
Que qualquer limite ultrapasse

Adriano Yamamoto (Data: 12/04/2013)

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20 opiniões sobre “Delírios sextaneses

    • Dulce, fico feliz demais com o seu comentário. Acho que a poesia tem o poder de transformar as nossas perturbações, angústias e delírios em algo que seja mais universal. Obrigado por partilhar sua percepção. Grande abraço e um ótimo fim de semana!

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