Moinho

(Imagem: Mãos livres - Daniel Zanini - Fonte: Flickr)

(Imagem: Mãos livres – Daniel Zanini – Fonte: Flickr)

Roda, acorda, torna a girar
Incansável moinho
Ingrata água, se deita no mar
Papel de parede noturno
Onde se penduram a lua
As estrelas e até saturno
Enxadas que marcam o chão
Esporas que ferem a pele
Os frutos que sempre se vão
Arrancaram da mão a palma
Tudo escorre, sempre corre
Hoje acordei e não vi minha alma
Mas calma, amanhã, tudo roda
Acorda e torna a girar
Vou derrubar o céu na madrugada
Quero ver desabar os astros
A lua se sustentar numa jangada

Anúncios

9 opiniões sobre “Moinho

  1. Muito estranho… Qualquer jangada no meu blog, é mera coincidência. Transmimento de pensação… juro.
    Belíssmo poema Adriano! abs

    • Eita… transmitimento de pensação das fortes! rs rs……..
      Jangadas intergaláticas interferindo poeticamente nos nossos blogs ao mesmo espaço de tempo! rs rs…
      Li o “Doña Paz” no seu blog e a suavidade dos seus versos me trouxeram aqueles ambientes que a mente cria quando ouço Dorival Caymmi na voz de Mônica Salmaso (https://www.youtube.com/watch?v=9QgqhmaO1aY). Obrigado pela viagem nas asas da sua sensibilidade.
      Grande abraço, Michele!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s